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Jovens do #Movimentos trocam experiências com autor de best-seller sobre guerra às drogas

Integrantes do #Movimentos em reunião com o escritor Johann Hari: debates vão servir para escritor adicionar capítulo sobre Brasil em sua obra traduzida para o português (Foto: Raull Santiago)

Doze jovens de diferentes favelas, entre elas Maré, Alemão e Jacarezinho, se reuniram nesta terça-feira, dia 14, com o escritor inglês Johann Hari, autor do best-seller “Chasing the Scream – The First and Last Days of the War On Drugs” (Perseguindo o Grito – Os Primeiros e Últimos Dias da Guerra às Drogas). O livro é uma análise crítica sobre a guerra às drogas nos últimos 100 anos. Este foi mais um encontro do Projeto #Movimentos, iniciativa que articula jovens de favelas e pesquisadores em ações dedicadas a promover o debate sobre o tema nas favelas e a partir da perspectiva de seus moradores.

Na reunião, Johann disse que a versão em português do seu livro, que deve ser lançada no ano que vem, terá um capítulo adicional sobre o Brasil. No encontro com os integrantes do #Movimentos, os jovens relataram o impacto das políticas de repressão às drogas sobre as suas vidas e apontaram que essa estratégia serve ao controle social da população das favelas.

O midiativista Raull Santiago, do Coletivo Papo Reto e integrante do #Movimentos, relata que Johann esteve no Complexo do Alemão um dia antes do encontro.

“No Complexo do Alemão, (Johann Hari) vivenciou a realidade intensa do que significa a guerra às drogas, inclusive se vendo preso em meio a uma situação de tiroteio e tendo que mudar diversas vezes o roteiro inicial da visita na favela que tínhamos organizado, por conta dos confrontos. No final, circulamos por várias áreas, inclusive com um momento importante para o Johann onde ele conversou por bastante tempo com uma mãe de vítima que teve o filho assassinado pela violência da guerra às drogas”, contou.

Sobre o #Movimentos

Criado em maio do ano passado pelo CESeC, o projeto #Movimentos reúne jovens de várias favelas do Rio de Janeiro, de Salvador e de São Paulo para discutir e pensar a política de drogas. Em um espaço dinâmico de trocas e aprendizados, surgem ideias e propostas de como levar o debate para dentro das favelas.

 

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