Modelo de intervenção federal na segurança do Rio não deve ser copiado, diz estudo

Vladimir Platonow / Fotos Públicas

O Observatório da Intervenção publicou um relatório sobre os nove meses da operação de intervenção federal na segurança da Rio de Janeiro. De acordo com o órgão, o modelo não deve ser seguido como exemplo.

De acordo com o estudo apresentado pelo Observatório da Intervenção, ligado ao Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (CESeC/Ucam), as operações militares no Rio de Janeiro não trouxeram resultados expressivos.

“Durante os dez meses que a gente acompanhou toda a intervenção federal, a gente teve olhar específico para operações que desde o começo se mostraram grandiosas com mais de mil, três mil, quatro mil homens, com resultados pouco expressivos”, afirmou o coordenador de Pesquisa do Observatório da Intervenção, Pablo Nunes, citado pela Agência Brasil.

O estudo mostrou que o valor do custo em 10 meses operações dos agentes no Rio foi de R$ 1,2 bilhão. De acordo com o observatório, durante este período, houve aumento no número de homicídios cometidos por policiais, os registros de crimes violentos se mantiveram estáveis e a redução no roubo de cargas foi baixa.

“O Brasil enfrentará outras crises de violência e criminalidade nos próximos anos e a experiência no Rio revelou que a intervenção federal de caráter militar não deve ser copiada”, destacou a coordenadora do Observatório da Intervenção, Sílvia Ramos.

“A medida não resolveu problemas estruturais e acentuou o caráter bélico e letal das respostas na área de segurança”, completou.

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