A intervenção acabou. Quanto custou? (Infográfico)

Dez meses

O relatório do último mês da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro mostra que a política predominante foi a do confronto aberto: muitas operações, pouco trabalho de inteligência e nenhuma solução para os problemas estruturais de segurança do estado.

Nesses 10 meses, o número de tiroteios cresceu 56% e as mortes decorrentes de ação policial aumentaram 40%. Os homicídios caíram apenas 5% em relação ao mesmo período de 2017 e continuaram no patamar inaceitável de 3.747. A intervenção não deu prioridade à elucidação das 53 chacinas ocorridas, nem à preservação da vida dos agentes de segurança, 103  dos quais morreram entre fevereiro e dezembro de 2018.

Quanto custou a intervenção, considerando o assassinato de Marielle Franco e a não elucidação desse crime? Quanto custou o silêncio das autoridades sobre as chacinas da Rocinha (em 24 de março) e da Maré (em 20 de junho), sobre as denúncias de torturas e sobre as oito mortes na operação das Forças Armadas na Penha, no dia 20 de agosto? Quanto custou a intervenção em termos de dias sem aulas nas escolas? E de unidades de saúde paralisadas? E de tiroteios cotidianos, que transtornam a vida dos moradores, principalmente nas favelas?

Em relação aos custos financeiros, o relatório mostra que só foi utilizada uma pequena parte (6%) do R$ 1, 2 bilhão disponível para o Gabinete da Intervenção Federal. O conjunto dos contratos empenhados (ou seja, planejados) soma 60% desses recursos. As operações realizadas pelas Forças Armadas custaram outros R$ 82 milhões e foram financiadas pelo Ministério da Defesa por meio de GLOs (Garantia de Lei e Ordem) entre fevereiro e setembro.

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