Sete meses de intervenção federal: Maquiagem de dados não vai reduzir mortes em ações policiais

Após sete meses de intervenção, os números e os fatos relacionados à segurança pública no Rio de Janeiro continuam a indicar graves problemas no modelo implantado pelos gestores federais. Os crimes contra a vida, especialmente as mortes causadas por intervenção policial, aumentaram sem controle em algumas áreas do estado. E, pela primeira vez desde o decreto da intervenção, militares do Exército entraram em confronto direto com gangues criminosas. O confronto no dia 20 de agosto, na Penha, resultou em um saldo trágico de oito mortes; das vítimas, três eram integrantes das Forças Armadas.

Em paralelo, distorções sobre os problemas de violência e crime, decorrentes de conceitos militares, ganham força. Um indício é a declaração do secretário de segurança, um general do Exército, de que mortes em confrontos não são responsabilidade de policiais e militares e deveriam ser contabilizadas oficialmente como mortes por legítima defesa. Ora, a legítima defesa só pode ser estabelecida por uma investigação. A proposta do general é, na prática, um sinal verde para as execuções.

Infográfico

Mais Outras Publicações